IV Congreso de la CiberSociedad 2009. Crisis analógica, futuro digital

Grupo de trabajo A-7: Ensino de concorrências digitais a colectivos específicos

Tecnologias da informação e da comunicação: Produção de saberes integrados na capacitação de professores para a educação ambiental escolar

Ponente/s


Resumen

Neste trabalho, buscamos contribuir com discussão sobre as múltiplas possibilidades de incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação no âmbito escolar, especificamente, na área da produção de saberes, integrados a formação continuada de professores, com ênfase na Educação Ambiental, tendo em vista reforçar as atitudes e aptidões que permitam superar os obstáculos para o desenvolvimento de uma educação voltada a uma nova cultura planetária. O estudo foi desenvolvido a partir da elaboração de objetos de aprendizagem e da utilização da internet como um recurso pedagógico.

Contenido de la comunicación

Introdução

A vivência administrativa e pedagógica nas ações para a capacitação de gestores escolares, de professores-orientadores e de tutores para as Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC, junto aos professores e gestores, muito nos auxiliou na apreensão dos avanços e limites político-pedagógicos dessas tecnologias na educação escolar.

Nesse contexto, em 2008, com o objetivo de discutir a contribuição, possibilidades e limites, dessas tecnologias para a sociedade e a educação, com ênfase na Educação Ambiental, organizamos a disciplina “Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC’s e a Educação Ambiental Escolar”, para o Curso de Especialização em Educação Ambiental Escolar.

Neste trabalho, apresentamos os resultados obtidos, nessa disciplina, com a elaboração e a execução de projetos pedagógicos de Webquest voltados para a escola, buscando incentivar uma prática pedagógica com pesquisa, tendo como foco principal a Educação Ambiental.

Produção de saberes integrados na capacitação de professores para a Educação Ambiental Escolar.

Tendo pela frente o desafio de orientar professores com relação ao uso e a apropriação das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC nas suas atividades docentes, optamos por contribuir, principalmente, no aprofundamento desse conhecimento como um recurso pedagógico. Acreditamos que ao implementar este recurso nas práticas nas salas de aula esses professores tornarão as nossas escolas espaços críticos de produção de saberes.

Neste sentido, fez-se necessário, primeiramente, discutir com os professores a contribuição, possibilidades e limites, das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC para a sociedade e educação, com ênfase na Educação Ambiental Escolar. Em segundo lugar, orientá-los com relação ao uso e apropriação das TIC nas suas atividades docentes, propiciando fundamentação nos seus aspectos pedagógicos e sócio-político de forma crítica. Por fim, incentivar a elaboração e execução de projetos pedagógicos por meio de Webquest voltados para a escola, incentivando uma prática pedagógica com pesquisa, tendo como foco principal a Educação Ambiental.

Por acreditamos nessa possibilidade, de modo pleno, que como afirma Moran (2007), com metodologias mais participativas, os alunos tornam-se pesquisadores, ativos, desde que as aulas mais estejam centradas em projetos mais do que em conteúdos prontos, com atividades em outros espaços, mais semipresenciais e on-line, principalmente no ensino superior.

Para dar força a essa nossa idéia, nos apropriamos da definição de método, de Morin, Ciurana & Motta (2007 p. 18), como atividade pensante do sujeito vivente, não-abstrato, (...) capaz de aprender, inventar e criar ‘em’ e ‘durante’ o seu caminho’, para o estudo e a reflexão dos métodos específicos da Educação Ambiental. Tendo em vista reforçar as atitudes e aptidões que permitam superar os obstáculos para o desenvolvimento de uma educação voltada a uma nova cultura planetária.

Por acreditarmos que, para além do papel de dominação, os métodos, com suas técnicas e recursos, de ensino devem ser vistos como instrumento de emancipação, diálogo e fortalecimento de competências socioafetivas, como cooperação, iniciativa, responsabilidade, autonomia, e de competências cognitivas, como compreensão, aplicação, análise crítica, síntese, elaboração e avaliação.

Contudo, o discurso mais comum, entre os educadores, com relação ao uso e a apropriação das Tecnologias da Informação e Comunicação na educação, no processo de ensino e aprendizagem, até o momento, esta pautado nos riscos de se “cair nas garras” do instrucionismo. Ou seja, na adoção de um modelo de ensino centrado no professor, na transmissão da informação, de conteúdo, e na avaliação de conteúdos aprendidos. Mas, embora reconheçamos o valor histórico e pedagógico do uso desse modelo, acreditamos que as tecnologias devem ser implementadas no âmbito educativo, focadas na produção de conhecimento, no aluno e na colaboração, servindo como instrumentos de intervenção em vista da construção do próprio ser humano. Esteban (2006) na tese intitulada “Las tecnologías de la información y la comunicación integradas en un modelo constructivista para la enseñanza de las ciencias.”, nos confirma essa possibilidade ao concluir que,

(...) un modelo didáctico con TIC requiere de fundamentos referidos a una perspectiva socio-cultural del proceso educativo, a un marco de aprendizaje significativo y a un enfoque de enseñanza orientado hacia la comprensión (p. 350).

Nessa perspectiva de entendimento, destacamos que os conteúdos, embora muito importante, não são suficientes para garantir um bom ensino, posto que o que se ensina deve-se moldar ao como se ensina. Assim, o método de ensino empregado, deve conter as diretrizes e orientações, que visem à aprendizagem. Desta perspectiva, projetamos o nosso ideal de trabalhar com projetos na escola para implantar o ‘aprender a aprender’, o ‘aprender como fazer’, a aprender a ser pelo conviver (MARTINS, 2001 p. 9), despertando o interesse dos alunos pelos fenômenos biológicos através das formas de expressão e comunicação humanas.

Mediante esse contexto, apoiamo-nos em uma experiência vivenciada em um Curso de Formação de Professores para o ensino básico, no período de março a junho de 1998 e de fevereiro a junho de 2000, fundamentada no imaginário popular adormecido, desde a infância, para a elaboração do plano de ensino. Uma vez que o hábito de contar, e ouvir, histórias é um dos traços culturais marcantes da região amazônica, rica em mitos populares.

Propomos, inicialmente, o recolhimento de lendas cujas narrativas tenham em si conhecimentos relativos à educação ambiental, tendo em vista a elaboração de pesquisas que promovam a união do conhecimento produzido pela ciência com o conhecimento estabelecido popularmente, propiciando uma aprendizagem significativa. Entendemos que, como afirma Moran (2007),

Se os alunos fizerem pontes entre o que aprenderam intelectualmente e as situações reais, experimentais, profissionais ligadas aos seus estudos, a aprendizagem será mais significativa, viva, enriquecedora. (...) organizar atividades integradoras da prática com a teoria, do compreender com o vivenciar, do fazer e do refletir, de forma sistemática, presencialmente e virtualmente, em todas as áreas... (p.100).

Projetos pedagógicos de Webquest

A disciplina Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC’s e a Educação Ambiental Escolar ofertada para 02 (duas) turmas, no período de 18/02 a 12/03/2008 e de 07/05 a 11/06/2008, com 32 (trinta e dois) e 35 (trinta e cinco) alunos-professores matriculados respectivamente, contou com a participação efetiva de 40 (quarenta) alunos, sendo 23 (vinte e três) da primeira e 17 (dezessete) da segunda turma.

Com carga-horária total de 40 horas-aula, distribuída em dois momentos, no primeiro com a coleta de informações e opiniões sobre o trabalho com as TIC, por meio da elaboração de memorial de experiência com TIC em cursos escolares vivenciados pelos alunos-professores. Atividades no Laboratório de Informática Educativa, para o acesso as tecnologias necessárias, ferramentas, utilização do material, envio das atividades e publicação dos resultados. Elaboração de Mapas Conceituais com os conceitos destacados nas leituras e discussões em grupo sobre os temas: Tecnologias na educação; O que são e como conviver com elas? Como utilizar as tecnologias na escola; A educação na sociedade da informação.

No segundo, com a elaboração de webquest, proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa, cujo conceito foi instituído por Bernie Dodge, professor da Universidade Estadual da Califórnia, EUA.

Dodge a definiu como “uma atividade investigativa, em que alguma ou toda a informação com que os alunos interagem provém da Internet”. Em geral, elaborada pelo professor, para ser solucionada pelos alunos, reunidos em grupos. Ela sempre parte de um tema e propõe uma tarefa, que envolve consultar fontes de informação especialmente selecionadas pelo professor. Essas fontes, também chamadas de recursos, podem ser livros, vídeos, e outras, mas normalmente são sites ou páginas na Web.

Ele a divide a em dois tipos, ligados à duração do projeto e à dimensão de aprendizagem envolvida: curta - leva de uma a três aulas para ser explorada pelos alunos e tem como objetivo a aquisição e integração de conhecimentos; longa - leva de uma semana a um mês para ser explorada pelos alunos, em sala de aula, e tem como objetivo a extensão e o refinamento de conhecimentos.

Com vistas a possibilitar a elaboração das webquests foram desenvolvidas atividades nos Laboratórios de Informática Educativa, com os objetivos de: capacitar para o uso das tecnologias e orientar os alunos-professores a fazer pesquisa na internet, considerando que

a internet está se tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitam muito o acesso às informações desejadas (MORAN, 2007 p. 103).

Assemelhando-se a outras atividades propostas, como regra geral, uma webquest é constituída de sete seções: Introdução, Tarefa, Processo, Fontes de informação, Avaliação, Conclusão, Créditos. Na Introdução apresenta-se o tema e antecipa-se para os alunos que atividades eles terão de realizar. Na Tarefa descreve-se que “produto” se espera dos alunos ao final da webquest e que ferramentas devem ser utilizadas para elaborá-lo. No Processo apresentam-se os passos que os alunos terão de percorrer para desenvolver a Tarefa. As fontes de informação, também, denominadas de recursos são os sites e páginas Web que o professor escolhe e que devem ser consultados pelos alunos para realizar a Tarefa.

Na Avaliação, informa-se ao aluno sobre como o seu desempenho será avaliado e em que casos a verificação será individual ou coletiva. Na Conclusão resumem-se os assuntos explorados na webquest e os objetivos supostamente atingidos, podendo, também, aproveitar o espaço para incentivar o aluno a continuar refletindo sobre o assunto, através de questões retóricas e links adicionais.

Nos Créditos devem-se apresentar as fontes de todos os materiais utilizados na webquest: imagens, músicas, textos, livros, sites, páginas Web. Se as fontes forem sites ou páginas Web, colocam-se os links. Quando os materiais são físicos, colocam-se as referências bibliográficas. Créditos pode ser também um espaço dos agradecimentos a pessoas ou instituições que de algum modo tenham colaborado na elaboração da webquest.

A metodologia webquest pode ajudar o educador a alcançar objetivos educacionais importantes, tais como:

Modernizar modos de fazer educação;

Tornar possível e efetivo o uso da Internet;

Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas;

Promover aprendizagem cooperativa;

Desenvolver habilidades cognitivas;

Transformar informações ativamente;

Incentivar a criatividade;

Favorecer o trabalho de autoria dos professores;

Contudo, estar no virtual é não é garantia de qualidade, mas amplia imensamente as condições de aprender, de intercambiar, de atualizar-se, por isso torna-se imprescindível a definição de critérios na escolha de sites, na avaliação de páginas da Web.

As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso, caótico, disperso. Por isso, é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar as escolhas, adaptá-las ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais (MORAN, 2007 p. 103).

Importante ressaltar que, todo o processo de construção das webquests foi acompanhado pelo trabalho com projetos de pesquisa, a partir de uma atividade de memória no qual se buscou despertar o interesse dos alunos-professores pelos fenômenos ambientais através das formas de expressão e de comunicação humanas. A partir dos relatos orais iniciaram-se as investigações propriamente dita com o levantamento dos temas e a sua relação com o contexto social, as narrativas orais cuja abordagem estivesse relacionada às questões ambientais.

As temáticas desenvolvidas foram: Açaí, o fruto da energia; A lenda da Iara: do encantamento a realidade; A lenda da Iara; A lenda da Iara, a guardiã dos Rios Amazônicos; A Lenda da Mandioca: o encanto índia; A lenda da Yara e a proteção dos rios da Amazônia; A lenda do travesso: O Curupira; A lenda do Uirapuru; Boto, a grande lenda em meio a história; Cobra Grande: a grande mãe do rio; Mapinguari: o guardião da floresta; Matinta Pereira: lenda ou verdade?; Mandioca: o pão da terra!; O Guaraná: O Menino dos Olhos de Tupã; O Boto: uma ameaça ou ameaçado?; O mito do “Eldorado” na Amazônia; O ensino com pesquisa; Pirarucu, do peixe a lenda; Vitória Régia: Um olhar lendário na cultura Amazônica

Para a divulgação desses recursos pedagógicos construídos, foi elaborada uma página no site da instituição, publicada no mês de março de 2008, idealizada e criada através do Dreamweaver MX, programa para editoração de HTML, sob o título Webquest: recurso pedagógico.

Na página inicial, buscando seguir os princípios da usabilidade, tendo em vista a simplicidade no acesso às informações publicadas, apresenta-se um menu com os botões conectados aos principais itens: proposta pedagógica, webquest, contatos e links, créditos e referências.

Ilustração . Webquest: recurso pedagógico para a educação ambiental escolar

Na janela Proposta Pedagógica encontra-se uma apresentação da proposta, a definição de webquest, segundo modelo já descrito, e como avaliar essas atividades. Na janela das webquests encontra-se listadas todas as atividades seguidas dos nomes dos respectivos autores. Optou-se pela utilização de figuras para facilitar a escolha da webquest a ser utilizada.

Ilustração 2. Webquests produzidas no Curso de Especialização em Educação Ambiental Escolar

Cada uma das atividades encontra-se conectada a uma ficha, onde estão descritas as questões técnico-pedagógicas envolvidas. Nessa ficha encontram-se especificados assunto, título, sinopse, data de elaboração, nome dos autores e o e-mail para contato, objetivo, como usar e tempo médio.

Dessa Ficha da webquest o visitante, professor, aluno, ou interessado, através do link clique aqui, poderá seguir a leitura e/ou desenvolvimento da webquest selecionada. Nesta janela, encontram-se os elementos constitutivos de uma WQ, a introdução, a tarefa, o processo, os recursos, a avaliação, a conclusão, os créditos e referências. Estes elementos foram todos ilustrados com desenhos, fotos.

Na janela Contatos & Links criou-se um espaço destinado ao envio de comentários e sugestões, com a pretensão de proporcionar a troca de experiências e o aperfeiçoamento das atividades. Nela, também, encontra-se listados alguns links considerados importantes para o conhecimento desse recurso.

Na última janela, Créditos & Referências, apoiando-nos no modelo de webquest adotado e, dada as características pedagógicas do site, foram expostas as informações relativas à elaboração, ilustração e referências.

Estas se encontram monitoradas através do Google Analytics. Este monitoramento tem o objetivo de conhecer como os visitantes realmente interagem com as atividades propostas, fornecendo informações sobre o uso do site, tais como visão geral dos visitantes, cobertura do mapa mundo, visão geral das fontes de tráfego e do conteúdo, para melhorias pedagógicas adequadas, bem como alterações no design, como pode ser verificado a seguir.

Ilustração 3. Analytics_ webquest_20080623-20090830

Outro importante fator no desenvolvimento, dessa proposta, foi à coleta de informações e opiniões sobre o trabalho com as TIC nas suas atividades profissionais vivenciados por esses alunos-professores. Estas constituíram as categorias pedagógicas para a descrição e interpretação das práticas observadas em sala de aula.

As categorias de descrição e interpretação, neste contexto, permitiram conhecer os problemas ou opiniões dos professorandos, apontadas na história dos saberes desses ante os diversos meios de comunicação. As opiniões dos participantes mostraram se já dominavam alguns entendimentos e já indicavam potencialidades para saber mais e superar problemas vivenciados por eles a respeito das TIC na educação ambiental escolar. Tais entendimentos e expectativas caracterizam-se como pontos importantes para esse estudo e para o aprofundamento do tema como podem ser aferidos nos depoimentos abaixo.

Minhas experiências com a tecnologia, ou seja, com computador começaram em 2007 no curso de especialização em educação ambiental escolar na UEPA em minhas experiências na educação quando atuei em sala de aula os recursos utilizados foram livros didáticos e livros de histórias infantil quadro e giz; muito com material reciclável (A-P. 1A).

No meu local de trabalho no Colégio Sistema com os alunos de Ciências Sociais trabalhamos na sala de aula com computador nas atividades de pesquisas e também algumas aulas em data-show. A tecnologia usada na prática pedagógica tem ajudado muito no ensino aprendizagem dos educandos, pois as aulas ficam ainda mais interessantes. Podemos levar os alunos à lugares que eles nunca foram realmente,conhecem o mundo todo através da internet. (A-P. 4A).

Durante toda minha vida profissional estive de uma maneira direta ou indireta exercendo atividades relacionadas com tecnologia e comunicação, então vejamos: quando exerci atividades na área de meteorologia, para realizar previsão de Tempo, utilizei ferramentas com programas de recepção de imagens de satélites e outros que necessitavam do emprego da informática. Atualmente realizo, também, atividades no magistério onde procuro direcionar essas atividades com metodologia utilizando uma dinâmica com emprego de vídeo e programas didáticos. Entrevistas, palestras e participação em seminários em eventos, são fatos constantes em minha vida profissional (A-P. 1B).

No meu cotidiano as Tecnologias são essências tanto para registrar os momentos significativos de minha prática, quanto tornar as aulas mais interessantes e atrativas para os educandos. São usados em minha prática: computador, retroprojetor, câmera fotográfica, filmadora, pendrive, DVD, televisão, CD (A-P. 2B).

Nessa perspectiva de entendimento, o entrelaçamento desses conhecimentos, ao mesmo tempo, mantendo autonomias entre os conteúdos e métodos da pesquisa colaboram para a produção de conhecimentos significativos advindos da estreita proximidade entre meio ambiente e cultura, relacionadas aos posicionamentos sobre seres humanos e suas vidas historicamente construídas no mundo.

A avaliação dessa proposta se processou a partir de: a) funcionamento da proposta, dificuldades, aspectos positivos, achados; b) trabalho participativo, criatividade nas atividades, organização, flexibilidade com que faz conexão e relação entre a narrativa escolhida, transmitida pela tradição, e o tema, nas propostas pedagógicas para as webquests como meio de produção do conhecimento na Educação Ambiental Escolar. Estes resultados serão, amplamente, analisados quando do estudo dos efeitos desse recurso pedagógico em sala de aula.

Acreditamos que o conhecimento elaborado com base na própria experiência se torna mais forte e definitivo. Os resultados foram compartilhados no presencial em evento aberto a comunidade, em sala de aula, e depois publicados no ambiente virtual. Estes, segundo os autores consultados preservam a individualidade e facilitam a interação.

Para finalizar, Moran (2007), nos lembra que é pela educação de qualidade que avançaremos mais rapidamente da informação para o conhecimento, e pela aprendizagem continuada e profunda é que chegamos à sabedoria (p. 103).

Algumas Considerações Finais

Este trabalho buscou contribuir com a discussão sobre as múltiplas possibilidades de incorporação das TIC no âmbito escolar, especificamente, na área da produção de saberes, integrados a formação continuada de professores para a Educação Básica, com ênfase na Educação Ambiental, tendo em vista reforçar as atitudes e aptidões que permitam superar os obstáculos para o desenvolvimento de uma educação voltada a uma nova cultura planetária.

Os resultados, deste trabalho, confirmam que o acesso e, principalmente, a qualificação para o uso dessas ferramentas, são os maiores obstáculos enfrentados a sua inserção, de forma qualitativa, no processo ensino-aprendizagem. Contudo, os principais obstáculos que se interpõem à prática pedagógica do professor na utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação na escola são, ainda, o entendimento, a compreensão de ensino e de aprendizagem vigente, a composição organizacional, as formas de socialização e a infra-estrutura física.

Ao desvelar esses obstáculos, confirmamos a incoerência entre os discursos oficiais propalados e a realidade quanto à implementação dessas tecnologias tanto na educação básica, Quanto nos cursos de formação de professores no Estado. A grande quantidade de computadores distribuídos, instalados nas escolas, bem como os cursos de qualificação oferecidos, até então, não asseguraram a sua utilização didática nas ações educativas.

Mediante o exposto, foram construídas 19 webquests, recursos didático-pedagógicos com a web, para as práticas em salas de aula. Estas proporcionadas por um ensino baseado em trocas e desafios, que envolva e motive os alunos para a participação e a expressão de suas opiniões, poderá contribuir na alteração desse quadro, bem como converter as nossas escolas de ensino básico em espaços críticos de produção de saberes.

Desta forma, acreditamos que na realidade problemática das TIC específicas à educação escolar, da qual o professor é o responsável, deve-se instigar a busca de reflexões, de posicionamentos, de rumos, de orientações sobre as ações educativas. Enfim, ações educativas mediadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação centrada na produção de saberes, muitos contribuirá para essas discussões abrindo caminho para a implementação dessas tecnologias, qualitativamente, na especificidade da educação escolar.

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